Política

A edição global do jornal El País destacou nesta quarta-feira (26) a prisão do membro da comitiva de Bolsonaro com 39 quilos de cocaína.
A edição explicou que "a prisão ocorreu quando a aeronave parou no aeroporto da capital da Andaluzia com destino a Tóquio para servir de avião de reserva para o presidente brasileiro, que viaja em outro avião para participar do G-20 realizada na capital japonesa. O Ministério da Defesa do Brasil emitiu uma nota confirmando a prisão dos militares por tráfico de drogas. Bolsonaro também lançou um tweet confirmando o evento".
Fontes da Guarda Civil detalham que a detecção da droga e a subsequente detenção do militar ocorreram quando os tripulantes e suas bagagens passaram o controle alfandegário obrigatório na chegada ao aeroporto de Sevilha. Após a sua detenção, o militar foi transferido para a sede do Comando da capital da Andaluzia, de onde passará na próxima quinta-feira uma acusação judicial acusada de um crime contra a saúde pública.
A prisão causou uma mudança nos planos de viagem de Bolsonaro. O avião presidencial, que deveria fazer escala em Sevilha para seguir caminho a Tóquio, teve sua rota alterada sem explicação oficial e o pouco será em Lisboa.
Não é a primeira vez que membros da FAB usam sua condição de militares para traficar drogas. Em abril, o Tribunal Superior Militar decretou a expulsão da corporação de um comandante pelo transporte de 33 quilos de cocaína numa aeronave militar que se dirigia à França com escala nas ilhas Canárias. Outros dois colegas do comandante já tinham perdido o posto por sua participação no caso, ocorrido em 1999. O comandante foi condenado a 16 anos da prisão por integrar “uma rede especializada no tráfico internacional de cocaína" com a ajuda de aviões da FAB.

Em tempos de #VazaJato, o instituto Paraná Pesquisas fez uma pergunta capciosa para entrevistados na última rodada: “O Sr(a) já mandou ou mandaria nudes para alguém que o Sr(a) se relaciona?”
Pasme, caríssimo leitor, a maioria absoluta (79,3%) jura que nunca se envolveu com esse tipo baixaria (enviar selfs pelado ou pelada) por meio de aplicativos de mensagens como Telegram, WhatsApp, Facebook, etc. Apenas 12,1% admitem já ter enviado e 8,6% não quiseram responder.
O levantamento da Paraná Pesquisas ocorre num momento em que se especula sobre a existência de nudes nos grupos de mensagens em que participaram o ministro Sérgio Moro e membros da força-tarefa da Lava Jato. Entretanto, o fundador do site The Intercept Brasil, sempre deixou claro que não divulgaria imagens, vídeos e textos de ordem pessoal.
Voltemos à pesquisa
A sondagem do instituto preferido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) também quis saber se o entrevistado já recebeu nudes de pessoas com as quais se relaciona. A resposta dada por 65,6%
foi “não”, 25,4% disseram “sim” e 9% não quiseram opinar.
A Paraná Pesquisas entrevistou 2.174 pessoas de 180 municípios brasileiros, de 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 14 e 18 de junho. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.

O ex-ministro Fernando Haddad ironizou o pedido de desculpas feito pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao MBL (Movimento Brasil Livre) após a divulgação de conversas vazadas entre ele e o procurador Deltan Dallangol por The Intercept e Folha de S.Paulo, em que Moro chama os integrantes do grupo de "tontos".
"Moro (ou será o hacker?) não desmente autoria de mensagem vazada e pede “escusas” por ter chamado MBL de tontos", comentou Haddad em sua conta no Twitter, ao compartilhar reportagem do Estado de S.Paulo sobre o áudio do pedido de desculpas de Moro.
“Consta ali um termo que não sei se usei mesmo, acredito que não, pode ter sido adulterado, mas queria assim pedir minhas escusas, se eu eventualmente utilizei (o termo)”, diz Moro no áudio.
Moro (ou será o hacker?) não desmente autoria de mensagem vazada e pede “escusas” por ter chamado MBL de tontos. https://t.co/DRRNShryiI
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) 23 de junho de 2019
Você ainda acredita na inocencia do Moro?

HÁ TRÊS ANOS, o premiado jornalista investigativo Lúcio de Castro descobriu que Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atuava no ramo do petróleo — um fato até então desconhecido pela opinião pública. PHC era sócio de uma empresa de comércio de produtos petroquímicos. Essa empresa mantinha negócios com empresas investigadas pela Lava Jato, como a Odebrecht e a Braskem, e possuía uma offshore em paraíso fiscal. Lúcio de Castro descobriu também que o filho de FHC era sócio, em outros negócios, de um argentino, braço direito do presidente Mauricio Macri, que se suicidou após se ver envolvido em escândalos de corrupção na Argentina.
À época, o jornalista mostrou que a Polícia Federal havia descoberto e-mail do Instituto FHC recebendo doação da Braskem. Os negócios nebulosos da família de FHC não eram meras suposições. Lúcio de Castro tinha tudo documentado. A reportagem foi oferecida para todos os grandes veículos da imprensa. Nenhum quis publicar. Os possíveis crimes contidos ali ainda não haviam sido prescritos.
Diferentemente do filho de Lula, o filho de FHC jamais teve seu nome martelando nas manchetes do noticiário nem ganhou o apelido de “Cardosinho”. A grande imprensa não queria melindrar o filho do príncipe. Em uma série de tweets publicada nessa semana após novas revelações da Vaza Jato, Lúcio de Castro lembrou como seu trabalho foi ignorado: “a reportagem que fiz mostrava outras tantas conexões da família FHC. Fiz outras tantas de mazelas dos governos Lula e Dilma, mas essas iam adiante. Sempre lembro dessa reportagem como um símbolo pra mim do que é a seletividade. De como nunca foi contra a corrupção. E não vou cansar de repetir: o filho de FHC tinha uma offshore de petróleo num paraíso fiscal.”
Os novos diálogos publicados pelo Intercept mostram que não foi só a imprensa que desviou do assunto. A Lava Jato também preferiu evitar a fadiga. Enquanto procuradores fingiam investigar FHC só para construir uma imagem pública de imparcialidade, o ex-juiz considerava que “melindrar” um apoio desse calibre teria um custo alto. O então juiz Sergio Moro deixou claro para o procurador Deltan Dallagnol que requentar um crime prescrito apenas para forjar imparcialidade não era um bom caminho a se tomar. Os sucessivos e rasgados elogios de FHC à Lava Jato tinham visibilidade internacional, o que sempre foi um ponto importante para os integrantes da força-tarefa. Não valeria a pena perder o apoio de um ex-presidente, ainda mais quando se pretendia prender outro sem provas sólidas. Esse era o cálculo político de Moro. Blindar politicamente a operação cujo trabalho viria a julgar era uma de suas prioridades. Respeitar a Constituição era secundário.
Foram muitos os casos em que FHC e seu governo apareceram na Lava Jato. Nenhum deles mereceu investigação profunda. Vamos relembrar alguns. O estaleiro Keppel Fels de Cingapura, um dos maiores do mundo, admitiu ter pago propinas a integrantes do governo FHC para a construção de uma plataforma da Petrobras. Em delação premiada, Emílio Odebrecht disse ter financiado o caixa 2 das duas campanhas presidenciais de FHC. Pedro Barusco e Nestor Cerveró, ex-diretores da Petrobras, revelaram em delação que propinas milionárias foram recebidas pelo governo FHC em negócios da empresa (lembram do “Podemos tirar se achar melhor”?). Fernando Baiano, o operador das propinas do MDB, revelou em delação premiada que a presidência da Petrobras lhe deu ordens para beneficiar a empresa do filho de FHC. Muitos desses supostos crimes não haviam sido prescritos e ficaram por isso mesmo. Hoje sabemos que, em pelo menos em um desses casos, Sergio Moro operou nas sombras para poupar o príncipe tucano, ainda que o intuito não fosse protegê-lo, mas garantir seu apoio. Não foi à toa que FHC chamou as revelações explosivas da Vaza Jato de “tempestade em copo d’àgua”.
Em outra parte dos diálogos, procuradores debatiam sobre a possibilidade de se fazer uma busca e apreensão simultânea nos institutos Lula e FHC. O objetivo não era de ordem técnica, mas de ordem política. Pretendia-se mais uma vez incrementar a narrativa de imparcialidade da Lava Jato. O diálogo prossegue e se chega à conclusão de que a falta de provas contra FHC poderia beneficiar Lula. Ou seja, o que impediu a abertura de investigação criminal e a busca e apreensão contra o Instituto FHC não foi a falta de provas, mas o fato de que isso poderia beneficiar Lula. A imparcialidade era apenas de fachada. O que valia para Luis não valia para Fernando. Era com esse nível de seriedade e profissionalismo que as decisões eram tomadas na Lava Jato.
Moro mentiu no Senado
O ministro da Justiça esteve na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira, 19, para esclarecer as conversas que teve com Dallagnol. O senador do PSD Nelsinho Trad, do Mato Grosso do Sul, perguntou a Moro se ele interferiu na composição da bancada acusatória do caso do triplex de Lula. O ministro negou.
Mas, conforme revelou o jornalista Reinaldo Azevedo, em parceria de apuração com o Intercept, 17 minutos após Moro reclamar do desempenho de Laura Tessler com Dallagnol, o coordenador da força-tarefa retransmitiu a insatisfação do juiz para o procurador Carlos Fernando Lima. Para aplacar a insatisfação de Moro, Dallagnol sugeriu mudar a escala para evitar que Tessler participasse da audiência de Lula. E foi exatamente o que aconteceu. O ministro da Justiça, portanto, mentiu aos senadores.
A cada diálogo revelado fica mais cristalino como os desejos de Sergio Moro soavam como ordens aos ouvidos dos procuradores. Confirma-se, mais uma vez, que o juiz atuava como o comandante da acusação. Ele se certificava de que a acusação faria o melhor trabalho possível e evitava dar espaço para mais um “showzinho da defesa”.
Moro disse aos senadores que não lembra de ter feito esse pedido, mas também não negou. A linha de defesa do ex-juiz e da Lava Jato carece de um sentido lógico. Eles insistem em não reconhecer a autenticidade dos diálogos e ao mesmo tempo os justificam como se fossem autênticos. Pior: estão dando corda, ainda que indiretamente, para as teorias de conspiração mais absurdas que brotam na internet e no jornalismo de aluguel. A tentativa de associar o Intercept a criminosos é uma groselha servida em mamadeira de piroca. É uma tentativa desesperada de criminalizar o jornalismo que não tem rabo preso com os poderosos.
O fato é que até agora nenhum lavajatista negou peremptoriamente nem uma vírgula dos diálogos vazados. Talvez esse seja o melhor atestado de autenticidade que a Vaza Jato poderia receber.
Os fatos estão sobre a mesa. A quebra da imparcialidade jurídica está dada. Ou a opinião pública reconhece isso como inaceitável ou seguiremos cavando a cova da democracia. O país deseja que esses arbítrios sejam sacramentados como um padrão da justiça brasileira? Os fanáticos pela Lava Jato precisam entender que, no futuro, haverá outros procuradores, outros juízes, outros réus, outro cenário político. Essa justiça freestyle, que burla preceitos constitucionais básicos em nome de um bem maior, pode se virar a qualquer momento contra quem hoje a venera.
Dizem que as pessoas não comeriam as salsichas se soubessem como são feitas. Até a chegada da Vaza Jato, não se sabia exatamente o que acontecia nas entranhas da força-tarefa. Graças ao bom jornalismo, agora se sabe. Continuar ou não comendo essa salsicha vai da consciência de cada um.

Quando um presidente assume, os meios de comunicação tradicionais sempre fazem um balanço dos 100 dias de governo. Mas nós, como somos diferentões, decidimos fazer um balanço dos 171 dias de Bolsonaro no poder, completados em 20 de junho. O número é simbólico da fraude que a extrema direita está promovendo no comando do país, se resumindo à mentira, às fake news, à vingança contra adversários e à mera propaganda ideológica; além disso, durante a campanha, o número do então candidato era 17. Tudo a ver.
Desde que assumiu o cargo, em janeiro, Bolsonaro mostrou que pretende governar, como a outra ditadura, ignorando o Legislativo. A maior parte das “realizações” dele na presidência aconteceu ou por medida provisória ou por decreto. Por enquanto, ainda está sendo possível derrubar algumas delas. Confira o que Bolsonaro já fez no comando do país e julgue você mesmo se são projetos que engrandecem e contribuem para nosso futuro como nação. Esta lista pode ser atualizada a qualquer momento.
AS REALIZAÇÕES DE BOLSONARO EM 171 DIAS DE PODER
1. ARMOU A POPULAÇÃO
Assim que assumiu o cargo, no dia 15 de janeiro, Jair Bolsonaro baixou um decreto facilitando o porte de armas no país e permite que crianças e adolescentes pratiquem aulas de tiro, embora 73% da população sejam contrárias à medida, que atende principalmente os grandes proprietários de terras e seus jagunços, grileiros, valentões de rua e psicopatas em geral. Menos mal que, esta semana, o Senado derrubou o decreto.
2. ACABOU COM O HORÁRIO DE VERÃO
Em abril, o presidente assinou o que é até agora a mais brilhante realização do seu governo, sem trocadilho: um decreto instituindo o fim do horário de verão, uma reivindicação urgente de… ninguém. A justificativa para tão importante medida foi a de que “a produtividade do trabalhador aumentará”. Quanto a se isso diminuirá o número de desempregados no país, que já está em 13,2 milhões de brasileiros, nenhuma palavra. Qual a diferença de ter ou não horário de verão se não há trabalho para precisar acordar cedo?
Brincadeira à parte, a proposta de Bolsonaro é uma ameaça à segurança das crianças no trânsito. Desde 2008, quando a lei da cadeirinha começou a valer, o número de mortes de crianças até 7 anos caiu 60%. Vamo barrar esse projeto aqui no Congresso! pic.twitter.com/QF9SUo324C
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) 5 de junho de 2019
3. ACABOU COM A OBRIGATORIEDADE DA CADEIRINHA
Bolsonaro parece governar para os playboys da Barra da Tijuca, bairro onde ele e o Queiroz moram, e enviou ao Congresso um projeto de lei várias medidas que atentam contra a segurança no trânsito para agradar quem dirige mal e em alta velocidade: aumentar a validade da CNH e reduzir os pontos para que ela seja tirada de motoristas infratores, desativar radares de rodovias e acabar com a obrigatoriedade de levar as crianças até 4 anos na cadeirinha. Não haverá mais multa para os pais que não utilizarem cadeirinha em seu veículo, apenas uma advertência, apesar de o uso reduzir em até 60% as mortes de crianças no trânsito, segundo a Organização Mundial de Saúde. Já as medidas de Bolsonaro apenas facilitam a vida dos maus motoristas. Em que você, que dirige como um cidadão civilizado, é pedestre ou ciclista, será beneficiado com isso?
4. DEU A DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS PARA OS RURALISTAS
Um dos objetivos declarados do governo de extrema direita de Bolsonaro é conseguir tirar dos indígenas, primeiros habitantes do Brasil, suas terras. Para atingir essa meta, a primeira medida foi transferir a demarcação de terras indígenas diretamente aos interessados em tirá-las deles: os ruralistas. A demarcação saiu da Funai para o Ministério da Agricultura logo após a posse, em janeiro. Em maio, o Congresso devolveu a demarcação para o Ministério da Justiça, mas nesta quarta-feira, 19, Bolsonaro, por medida provisória, transferiu novamente aos ruralistas.
5. ABRIU AS PORTAS DO BRASIL PARA GRINGOS SEM VISTO
Por decreto, Bolsonaro dispensou o visto de visita para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que vierem ao Brasil. Segundo o presidente, os turistas que vêm ao país com intenções sexuais são bem-vindos, só os gays que não são. “O Brasil não pode ser o paraíso do mundo gay, do turismo gay. Temos famílias. Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”, disse ele, ao comentar o chega-pra-lá que levou do prefeito de Nova York, que declarou o presidente do Brasil persona non grata na cidade que governa. O sabujismo dos “patriotas” de camiseta da CBF é tal que o ministro do Turismo foi receber e aplaudir os gringos sem visto no aeroporto.
O ministro do Turismo @Marceloalvaroan foi pessoalmente ao Aeroporto do Galeão aplaudir os primeiros americanos que desembarcaram no Brasil sem necessidade de visto. Eles vieram de Miami pic.twitter.com/2XtApBdbYP
— Pablo Reis (@opabloreis) 18 de junho de 2019
6. DEU AVAL À TORTURA EM PRESÍDIOS
Bolsonaro exonerou, através de decreto, todos os peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), órgão responsável por investigar violações de direitos humanos em locais como penitenciárias, hospitais psiquiátricos, abrigos de idosos, dentre outros. Na prática, o presidente deu o aval para que a tortura não seja investigada nem punida. A maioria do Supremo já decidiu que a medida é inconstitucional, mas o presidente da Corte, Dias Tóffoli, pediu vista e adiou o resultado. O representante do escritório de Direitos Humanos da ONU para a América Latina classificou o decreto como “preocupante”.
7. ABRIU O MERCADO ARGENTINO PARA O ABACATE BRASILEIRO
Em termos econômicos, foi a medida mais “pujante” do governo Bolsonaro, sem dúvida. O presidente chegou a comemorar no twitter a abertura do mercado argentino para os abacates brasileiros. Como diria um baiano: me bata um abacate!
Mais uma boa notícia: abertura do mercado da Argentina para abacates do Brasi! A primeira carga chegou em 30/04/19 e estão a caminho mais duas. O mercado foi aberto após a reunião bilateral da Ministra @TerezaCrisMS com representantes do governo argentino, ocorrida em janeiro.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 3 de maio de 2019
O QUE VEM POR AÍ
1. FAZER O BRASILEIRO TRABALHAR ATÉ MORRER
A reforma da Previdência aumenta a idade mínima para a aposentadoria e a combina com a exigência mínima de 20 anos de contribuição. Atualmente é possível se aposentar por idade a partir dos 10 anos de contribuição. Muitas pessoas simplesmente não conseguirão se aposentar por não conseguirem provar o tempo de contribuição. Vão morrer trabalhando. A reforma prejudicará sobretudo as mulheres que trabalham no campo.
2. PRIVATIZAR OS CORREIOS
Embora a privatização dos correios no mundo não tenha sido uma ideia muito vantajosa para os consumidores, já que os prazos continuaram os mesmos e os preços subiram, Bolsonaro resolveu copiar a ideia de Donald Trump de privatizar nosso serviço postal. Triste sobretudo para os trabalhadores dos Correios que fizeram campanha para Bolsonaro. Nos EUA, ao contrário, eles já estão se mobilizando contra a privatização.
3. TORNAR O “PRIMEIRO ATIRA, DEPOIS PERGUNTA” POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA
Se o “pacote anti-crime” do ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro, for aprovado, vai institucionalizar a (in)justiça feita com as próprias mãos pelos maus policiais contra os moradores das favelas. O movimento negro já está se mobilizando contra a principal medida do pacote: dar aos policiais licença para matar, ao possibilitar que, em caso de homicídios, a Justiça reduza a pena pela metade ou até deixe de aplicar a punição caso a morte tenha sido motivada por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. O pacote anticrime de Moro só vai aprofundar o genocídio da juventude negra pobre: segundo a ONU, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. Isso preocupa o governo?

4. TRANSFORMAR O BANCO DO BRASIL EM “BANK OF AMERICA”
A ideia foi do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou pretender “incorporar” o Banco do Brasil ao Bank of America. Sem dúvida, a imagem mais simbólica do que se tornou o Brasil com a extrema direita falsamente patriota no comando.
5. ACABAR COM A TOMADA DE TRÊS PINOS
Agora vai! Esse é o mito.
Cynara Menezes: Socialista Morena

O limitado ex-militar e atual presidene da republica, Jair Bolsonaro acredita que a ditadura militar foi uma época dourada para o Brasil. “Era completamente diferente de hoje. Naquele tempo você tinha liberdade, segurança, ensino de qualidade, a saúde era melhor”.