Diferente das organizações Repórter Brasil e Transparência, que produzem jornalismo como ativistas, a atuação da agência Pública está nacionalmente na vanguarda, como explica Natalia. “Nós seremos um centro apenas de jornalismo, com diferentes temas”, e completa “é um modelo pioneiro, na verdade. É inovador porque estamos propondo uma nova forma de fazer jornalismo investigativo, fora das redações tradicionais, embora em parceria com elas”, afirma.
O projeto, pensado quando Natalia e Marina estavam na revista Caros Amigos, busca preencher uma lacuna existente em diversos veículos de imprensa no Brasil que, na opinião de Marina, carecem de recurso e espaço para investir em pautas com mais fôlego e apuração. ”O nosso objetivo é de investir em apuração bem feita, aprofundar a questão da matéria bem apurada, fazer investigação com o enfoque no interresse público”, explica.
Apoio
A Pública não terá patrocínio fixo, cada pauta produzida pelas repórteres ou colaboradores poderá ser apoiada por uma determinada fundação e também contar com a divulgação de veículos de comunicação. “Começamos com a Carta Capital, mas já temos outras propostas”, responde Amaral, citando também a montadora Ford como parceira de um eventual projeto.
Wikileaks
Além dos centros internacionais de jornalismo investigativo, como o Center for Public Integrity, Center for Investigative Reporting e Bureau, a agência tem o apoio do Wikileaks, entidade que divulga telegramas secretos a respeito da diplomacia mundial.
“Somos parceiros um tanto orgânicos, por causa do meu trabalho junto a eles. O Wikileaks é uma organização jornalística, que está trabalhando para ampliar esse lado de produção de conteúdo jornalístico, e é nesse sentido que estamos pensando em colaborar em projetos futuros”, responde Natalia Viana.
Fonte: Renan Justi - Portal Comunique-se
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